domingo, 21 de janeiro de 2018

A prece é uma evocação

O texto a seguir consta de ‘O Livro da Prece’, de L. Palhano Jr.
L. Palhano Jr
   
   "Na verdade, o Espiritismo nos faz compreender como a prece funciona, explicando seus mecanismos: “A prece é uma evocação. Por ela um ser se coloca em comunicação mental com o outro ser ao qual se dirige.”
    "Em relação a coisas materiais também é possível que se façam preces, dependendo dos objetivos, que não devem ser infantis. Como por exemplo, citaremos a vez em que a nossa equipe de espíritas que estava organizando o 2º Congresso Espírita do Estado do Espírito Santo verificou que havia necessidade de uma copiadora para agilizar os trabalhos de divulgação, mas não havia verba disponível para a compra de tal aparelho. O diretor dos trabalhos, em reunião administrativa, propôs que fossem feitas preces para que a tal copiadora fosse conseguida. Ela seria muito importante e agilizaria de fato toda a tarefa de propaganda e de informações aos espíritas. naquela noite, os companheiros oraram, pedindo a Deus que nos abençoasse com uma pequena copiadora para facilitar os trabalhos de secretaria. Dois dias depois, o coordenador do Congresso recebeu um telefonema. O assunto era copiadora. Um senhor, simpatizante do Espiritismo, recondicionador de copiadoras, soube, por intermédio de sua secretária, que estávamos precisando de uma copiadora. Ele possuía uma, recondicionada, e nos venderia pela metade do preço e ainda nos daria toda assistência, visto que sabia para que finalidade precisávamos da máquina. Foi pedido a ele que telefonasse no outro dia, pois seria verificado se havia verba disponível. Contávamos apenas dois terços do valor necessário. Lembramos que, talvez, os dirigentes do Centro Espírita Henrique José de Mello pudessem ajudar e telefonamos para eles. Cederam a quantia complementar e a copiadora foi adquirida três dias depois das preces."


Fonte: O Livro da Prece, L. Palhano Jr., Editora Lachâtre, 4ª edição, p. 61  

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Daniel Dunglas Home e São Cupertino

 O item 16 de O Livro dos Médiuns menciona os fenômenos de levitação produzidos pelo médium Daniel Dunglas Home e por São Cupertino.
  Encontramos notícias biográficas de Home na Revista Espírita. O trecho a seguir permite conhecer o conceito estabelecido por Allan Kardec para os médiuns ostensivos - aqueles que produzem fenômenos físicos:   
  

O Sr. Daniel Dunglas Home nasceu perto de Edimburgo no dia 15 de março de 1833. Tem, pois, hoje 24 anos. (...) O Sr. Home é um médium do gênero dos que produzem manifestações ostensivas, sem, por isso, excluir as comunicações inteligentes; contudo, as suas predisposições naturais lhe dão para as primeiras uma aptidão mais especial. Sob sua influência, ouvem-se os mais estranhos ruídos, o ar se agita, os corpos sólidos se movem, levantam-se, transportam-se de um lugar a outro no espaço, instrumentos de música produzem sons melodiosos, seres do mundo extracorpóreo aparecem, falam, escrevem e, frequentemente, vos abraçam até causar dor. Na presença de testemunhas oculares, muitas vezes ele mesmo se viu elevado no ar, sem qualquer apoio e a vários metros de altura. (Revista Espírita, Allan Kardec, fevereiro de 1858, p.103-104)


  São José de Cupertino (1603-1663) ficou conhecido como o santo voador. Nascido no pobre vilarejo de Cupertino, no sul da Itália, foi um rapaz de bom coração, mas com problemas de aprendizado e dificuldade de se expressar. Por isso, é visto com desprezo pelos outros. Sua mãe, preocupada com o futuro do filho, implora ao irmão frade que o aceite no mosteiro dos franciscanos. Sua mãe, preocupada com o futuro do filho, implora ao irmão frade que o aceite no mosteiro dos franciscanos. Lá, o inocente José irá surpreender a todos com seu amor pelos animais, seu zelo para com os estudos apesar de em toda sua vida carregar imensas dificuldades na área do discernimento e da memória.Valeram-lhe o reconhecimento de sua verdadeira piedade e vocação sacerdotal e as mui frequentes ocorrências de levitação. Deve-se registrar também, as respostas inflamadas de inspiração que denunciavam extraordinária sabedoria nos momentos em que era interrogado acerca de difíceis questões teológicas.

  O filme de São Cupertino, o padre voador, pode ser assistido em 



quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

As manifestações espirituais coletivas

  Em O Livro dos Médiuns, item 11, Allan Kardec relaciona ocorrências mediúnicas coletivas: os Fanáticos de Cevenas, os Convulsionários de Saint-Médard e as Religiosas de Loudun.
  Podemos com nitidez verificar a sequência histórica que essas ocorrências com o surgimento das doutrinas religiosas, filosóficas e científicas do Espiritualismo Norte-Americano e do Espiritismo.

OS FANÁTICOS DAS CEVENAS
Jovens extáticos lideram reação protestante

 O seu surgimento deveu-se às ações intempestivas de Luis XI (1638-1715) após decidir pela unificação de seu país em torno de uma única religião – a Católica. Com uma população de 20 milhões de habitantes, dos quais apenas um milhão eram protestantes, o Rei decide invadir a região do Languedoc que reunindo 200.000 huguenotes no sul da França, contava com uma economia em expansão graças à indústria têxtil. (1). 
 A partir de 1685, aldeias inteiras foram massacradas e queimadas em uma série de atrocidades impressionantes. Os ministros religiosos huguenotes expulsos serão substituídos na comunidade huguenote por pregadores iniciantes, inexperientes e místicos. Em breve, na região das montanhas das Cevenas, quinhentos jovens com idades entre onze e quinze anos, alevantados pelo clamor contra as injustiças, caíam em êxtase e recitavam profecias bíblicas, sofrendo tremores físicos e desmaios.

 Muitos deles lançavam-se então a falar contra a Igreja, afirmando que estavam prevendo a queda do Papa.
 Em 1706 alguns desses profetas foram para a Inglaterra, onde continuou a manifestar-se o espírito de profecia e até o final do ano já tinham trezentos seguidores ingleses e um total de quinhentas profecias já tinham sido pronunciadas. Eles serão responsáveis pelo ressurgimento do movimento Quaker na Inglaterra, em uma segunda versão mais acirrada que os tornará denominados pela expressão Shakers.

QUAKERS
Reunião quaker: silêncio buscando inspiração

George Fox (1624-1691) é o criador do movimento Quaker. George reúne os amigos e forma uma nova seita inicialmente denominada Sociedade dos Amigos. Agrupados em silêncio, meditavam e aguardavam inspirações. Passaram a ser chamados de quakers devido às fervorosas atitudes oracionais conjugadas que os faziam tremer. Entre suas crenças, os quakers  prezam pelas ações pacifistas e beneficentes(2).
Quando o movimento do Novo Espiritualismo eclodiu nos Estados Unidos, as comunidades quakers norte-americanas, conhecedoras  da mediunidade, apoiaram a família  Fox.
A primeira grande reunião pública com demonstrações de mediunidade deu-se nessa cidade, ao final do ano de 1849, em um salão denominado Corinthian Hall, quando alguns ativistas espiritualistas foram designados pelos espíritos em uma sessão do círculo da casa de Leah Fox, para apresentarem-se perante o público. Três dos ativistas convocados pelos espíritos superiores eram quakers: George Willets e seu primo Isaac Post, e Capron (3)


SHAKERS 
Shajers e a mediunidade sem controle

Da França, cinco profetas fogem das perseguições deflagradas contra os protestantes nas montanhas das Cevenas e internam-se na Inglaterra no ano de 1706, misturando-se com os quakers ingleses. A chegada dos convulsionários franceses reaviva o movimento quaker e em 1747 surge um novo grupo de religiosos tremedores na Inglaterra: os shakers. Eles não apenas tremiam durante o transe mediúnico, mas entravam em convulsão. Shakers em Inglês significa sacudidor, convulsionário. Uma vez transferidos para as colônias norte-americanas, os shakers progrediram em número fazendo conversões e adotando crianças órfãs. As comunidades shakers instalaram-se em áreas rurais, aonde dedicavam-se ao trabalho agrícola e uso em comum de seus recursos.

Fontes:
(1) Emmanuel Le Roy Ladurie, ‘Huguenots contre Papistes’, in Philippe Wolff (ed.), Histoire du Languedoc (Toulouse: Privat, 1967, reprinted 1990), pp. 337-339, 348.
(2) George Fox Friends, A Journal of Historical account, Book Store, p. 56

(3) Radical Spirits: Spiritualism and Women’s Rights in Nineteenth-Century America, Ann Braude, 2.edition, Indiana University Press, 2001, p. 15

sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

Estudos para médiuns

   Os modos de estudos para médiuns em geral constituem-se na visitação às exposições doutrinárias e
a frequentação ao grupo de estudos, havendo aqueles que acrescentam uma terceira via: estudos individuais na soledade do lar.
   Um método completo para grupos dedicados ao estudo do Espiritismo deverá ensejar ao médium desenvolver habilidades de análise, comparação, crítica e expressividade, facultando a construção dos acréscimos permanentes de conhecimento  possibilitados pelo amplo campo conceitual da doutrina espírita. De sorte que, após concluída a programação de estudos de determinado grupo, mesmo nas situações em que o planejamento do centro espírita defina um lapso de tempo até a formação de novo grupo para o sequenciamento de estudos, o médium terá adquirido o gosto pelo aproveitamento das iniciativas pessoais e prosseguirá seus estudos sem solução de continuidade.

segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

Datiloscopia e reencarnação

   O processo de obtenção e análise de impressões digitais é uma ciência denominada Datiloscopia.
Foram encontradas duas pessoas com impressões digitais idênticas, algo inédito no desenvolvimento dessa ciência. Os relatos estão descritos na Gazeta do Recife, datada de 27 de maio de 1935, replicada no jornal Mundo Espírita em 17 de junho daquele ano.
   João Apolinário dos Santos, técnico de datiloscopia do estado de Pernambuco (Brasil), apaixonado pela profissão, coletava impressões digitais com o fito de relacionar estudos sobre hereditariedade. Ao colher as impressões digitais da família de Manoel do Nascimento, Apolinário detalhou o arco, as presilhas interna e externa e o verticilo, e os variações de ângulos apresentados pelas quatro características básicas, em relação a padrões de outras famílias. 
   Sua surpresa foi constatar que o menino José Odon do Nascimento, tinha impressões digitais idênticas às de Pedro Guedes de Oliveira, falecido dez anos antes.
   Outro técnico de datiloscopia, Estanislau Pereira de Souza, foi chamado pelo jornal Gazeta do Recife para analisar as  duas fichas datiloscópicas e deu o seguinte parecer:
"Não há dúvidas. Estou diante de um fato inédito. Há anos que examino fichas, na crença de que uma igualdade jamais seria verificada. São perfeitamente iguais os dois desenhos, apesar da diferença dos tamanhos. Ambos caracterizam por um verticilo espiraloide, com os mesmos dedos, que também se distanciam por igual número de linhas papilares. Aliás, segundo a ciência, doze pontos bastariam para se atestar a igualdade de duas impressões. No entanto, no caso vertente, todos os pontos são perfeitamente iguais."
     

domingo, 10 de dezembro de 2017

Diálogo de atendimento

   O tema da doutrinação oferece amplo leque de possibilidades para o estudo e a pesquisa, seja em
revisão bibliográfica, seja na geração de dados obtidos na transcrição dos diálogos mantidos no ambiente das sessões de atendimento aos espíritos.
   Richard Simonetti nos dá exemplo de como conversar com os espíritos buscando conquistar-lhes a confiança pode resultar em uma conversação bem sucedida: "conquistando sua confiança será mais fácil modificar suas disposições". O caso Experiência gratificante (1) relata a ocorrência de uma comunicação psicofônica durante o momento de irradiação na reunião mediúnica. O manifestante declarou-se contrário à reencarnação de um espírito que estaria usurpando a ele o direito de encarnar com sua mãe. O doutrinador buscou enfatizar-lhe o dever de respeitar os desígnios divinos, mas não conseguiu demover o comunicante do seu intento de provocar o aborto do reencarnante. Finalmente ocorre ao dialogador fazer-lhe ver que a futura mãe tivera muita dificuldae para engravidar e que se o espírito insistisse e lograsse alcançar o aborto do reencarnante, muito provavelmente a sua própria encarnação com aquela senhora lhe estaria indertida porque ela não poderia mais engravidar no futuro. O comunicante aceita o argumento, e admitindo que estava laborando em erro, muito agradeceu o esclarecimento obtido, e disse que agora iria concorrer para beneficiar de todo modo que lhe fosse possível a atual gestação de sua futura mãe para que não ocorrem mais problemas na gravidez, pois seu interesse principal era ser, um dia, filho daquela senhora.       

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Regressão de memória

Em estudo publicado pela Federação Espírita Brasileira, de autoria de Antonio Eduardo Lobo Vilela,

         Nos nossos trabalhos experimentais temos ensaiado sobre os próprios desencarnados os fenômenos de regressão da memória, com ótimos resultados. Como se sabe, entre os Espíritos manifesta-se a mesma variedade de opiniões e crenças que se encontra entre os homens, porque a morte não é um abismo, mas uma sequência natural da vida. (Revista Reformador, abril de 1960, A Regressão da Memória, Dr. A. Lobo Vilela)

   Suely Caldas Schubert argumenta da necessidade de proceder a aplicação de recursos da regressão de memória em alguns casos de atendimento a comunicantes necessitados. O fato de Suely mencionar ‘em grande número de comunicações’ sugere que a aplicabilidade desse recurso não deve ser encarado como de uso raro:

         (...) é preciso compreendamos que é quase impossível a uma pessoa mudar de procedimento, sem que seja levada a conhecer as causas que deram origem aos seus problemas. Razão por que, em grande número de comunicações, o doutrinador, sentindo que há essa necessidade, deve aplicar as técnicas de regressão de memória no comunicante. Esta técnica consiste em levá-lo a recordar-se de fatos do seu passado, de sua última ou anterior reencarnação, despertando lembranças que jazem adormecidas.  (Obsessão/Desobsessão, Suely Caldas Schubert – profilaxia e terapêutica espíritas, Federação Espírita Brasileira, copyright 1981, 2ª edição 2010, pág. 177)

Regressão segundo Vilela




     O recurso da regressão de memória tem sido empregado em muitos grupos mediúnicos, como meio de induzir ao espírito necessitado, o contato com as causas que deram origem a seus atuais problemas. 
   Antonio Vilela (1902-1966) foi espírita português com formação profissional em engenharia, com intensa atividade como professor de matemática e ciências pedagógicas, político, ensaísta e escritor de vasta obra literária e científica.
   Na segunda década do século XX travou contato com fenômenos de mesas girantes, a partir de experiências com uma mesa pé de galo, onde ele e um grupo de amigos obtiveram comunicações que o convenceram da possibilidade de contato com espíritos.
   Ao ler Allan Kardec, Léon Denis, Ernesto Bozzano e Gabriel Dellane, verifica que

“a teoria das vidas sucessivas, que inicialmente havia achado tão extravagante, ligado como estava às teorias da biologia materialista, era um princípio fundamental que lhe fornecia a solução para os inúmeros problemas morais e sociais”. (“Como se tornou espírita” – Revista portuguesa ‘Estudos Psiquicos’, nº. 11, de Setembro de 1944 in Alguns Vultos do Movimento Espírita Português, Manuela Vasconcelos, p. 37-38)

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Passe na doutrinação

O passe pode ser utilizado “para beneficiar Espíritos ou médiuns, acalmando o ânimo, oferecendo energias, dispersando-as ou redistribuindo-as.” (Reuniões Mediúnicas, Therezinha Oliveira, Editora Allan Kardec, copyright 1994, 9ª edição, Andamento do diálogo, pág. 119)

O tipo certo de passe pode ser aplicado para encerrar uma comunicação que se estende demasiado, ou que está a prejudicar sobremaneira o médium.

   Passes dispersivos podem favorecer a interrupção do transe. (Conversando com os Espíritos, Therezinha Oliveira, pág. 97)

   Considerando que a palavra passe é movimento rítmico, cada movimento impõe um outro de complementação e equilíbrio, entremeado de pausa para mudar a direção. Dispersão, pausa, assimilação ou doação, eis o passe em três etapas bem caracterizadas.  (Estudo sobre o passe: o passe nas reuniões mediúnicas, Federação Espírita Brasileira, ano 2004, p. 7).


Comunicação de encarnados na reunião mediúnica


       O Espiritismo é uma ciência. Quem está fazendo ciência espírita?

    Allan Kardec definiu: "Como meio de elaboração, o Espiritismo procede exatamente da mesma maneira que as ciências positivas, isto é, aplica o método experimental." (A Gênese, cap 1, item 14, Allan Kardec)

     Resta-nos agora, começarmos a fazer ciência espírita. Alguns espíritas já estão fazendo isso, como é o caso do Diretor das Casas André Luiz e o grupo mediúnico do qual ele participa (www.casasandreluiz.org.br). Graças a pesquisa efetuada por experimentadores como Frederico Camelo Leão, o tema da ciência espírita encontra-se em fase de novas abordagens. Em sua Dissertação “Uso de práticas espirituais em instituição para portadores de deficiência mental” apresentada ao Departamento de Psiquiatria da  Faculdade de Medicina da USP - Universidade de São Paulo, obteve o título de Mestre em Ciências, pesquisando de que modo é possível auxiliar na terapia de deficientes mentais, conversando com o deficiente mental quando este se expressa através de um médium na reunião mediúnica. 

domingo, 3 de dezembro de 2017

O quarto objetivo das reuniões mediúnicas


 “Os Espíritos não vêm libertar o homem do trabalho, do estudo e das pesquisas; naquilo que pode achar por si mesmo, eles o deixam às suas próprias forças.” (Allan Kardec, Revista Espírita, abril de 1866, pág. 104)
 “Os Espíritos não se manifestam para libertar do estudo e das pesquisas o homem, nem para lhe transmitirem, inteiramente pronta, nenhuma ciência. Com relação ao que o homem pode achar por si mesmo, eles o deixam entregue às suas próprias forças. (A Gênese, caráter da revelação espírita, item 60)

  Um exemplo de pesquisa levada a efeito com a colaboração dos espíritos é o trabalho coordenado por Lamartine Palhano, que resultou na publicação do livro “Laudos Espíritas da Loucura”.  Psiquiatras espíritas obtiveram, através de um grupo de médiuns, a opinião de colegas psiquiatras espirituais para casos clínicos de encarnados com distonia mental.  

   Assim, concluímos pelos quatro objetivos simultâneos das reuniões mediúnicas?
primeiro objetivo: reforma íntima dos encarnados
segundo objetivo: atendimento
terceiro objetivo: instrução espiritual
quarto objetivo: pesquisa



O terceiro objetivo das reuniões mediúnicas

  
A instrução espiritual é habitual nas reuniões mediúnicas, ocorrendo mais comumento no início ou final da sessão, momento em que podemos trocar impressões sobre pontos importantes do serviço. “É comum a manifestação de benfeitores espirituais que comparecem para prestar orientações e esclarecimentos aos encarnados, bem como acompanhar e auxiliar os sofredores, encarnados e desencarnados.”    (Estudo e Prática da Mediunidade - FEB, programa II, módulo I, roteiro 1, pág. 19)

   Um exemplo de orientações dessa natureza é o livro 'Instruções Psicofônicas', com  ensinamentos recebidos psicofonicamente pelo médium Francisco Cândido Xavier entre 1954 e 1955 ao final das reuniões doutrinárias do Grupo Meimei, na cidade de Pedro Leopoldo, MG. 

sábado, 2 de dezembro de 2017

O primeiro objetivo das reuniões mediúnicas


As reuniões mediúnicas sérias devem atender a quatro objetivos simultaneamente.

Primeiro objetivo: a melhora moral dos integrantes encarnados. As tarefas de  concentração, de passividade, de diálogo são modos de trabalho nos quais devemos sempre inserir o esforço do autoconhecimento e da renovação mental. No silêncio,   ouvindo as lições de vida dos espíritos necessitados, corrigimos quaisquer inclinações de julgamento que porventura despertem em nosso íntimo, e desenvolvemos tolerância e serenidade.
 Apoiados no conceito de que “o primeiro objetivo das reuniões mediúnicas é a instrução moral dos participantes encarnados”, devemos pautar nossos ações a partir do proveito de reconceituar o aprendizado, expandindo nossa capacidade de amar  (fonte: Projeto Manoel Philomeno de Miranda, Livraria Espírita Alvorada Editora, copyright 1993, 10ª edição, pág. 17-18)

sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

O segundo objetivo das reuniões mediúnicas

   
O atendimento proporcionado nas reuniões mediúnicas aos comunicantes desencarnados corresponde a alçá-los, através do esclarecimento, da situação de perturbação para a retomada da consciência. O estado de perturbação se origina no desencarne e pode prolongar-se indefinidamente.


“Os necessitados e sofredores que se manifestam na reunião mediúnica fazem parte de uma vasta categoria denominada Espíritos imperfeitos (...). Estes irmãos são almas enfermas que chegam ao grupo mediúnico em busca de socorro, cabendo-nos a tarefa de auxiliá-los com fraternidade.”  (apostila Estudo e Prática da Mediunidade - FEB, programa II, módulo IV, roteiro 3)


   Através das orientações da doutrinação, colaboramos para o desprendimento que “opera-se gradualmente e com lentidão variável, segundo os indivíduos e as circunstâncias da morte. Os laços que prendem a alma ao corpo não se rompem senão aos poucos, e tanto menos rapidamente quanto mais a vida foi material e sensual. (Allan Kardec, O que é o Espiritismo, Cap. 3, item 144)

Tipos de comunicantes

   A classificação em tipos conforme as necessidades principais sob que se apresentam os comunicantes tende a contribuir com o estabelecimento de modos iniciais de atendimento, funcionando como guias temporários de argumentação. Juntando-se a esse roteiro o esforço permanente do doutrinador em ampliar seu conhecimento doutrinário, e mantendo-se em tela que cada interlocutor espiritual é um indivíduo único que merece ser ouvido de modo específico, não obstante certas características gerais, providencia-se a melhoria do atendimento, o qual se solidifica enquanto se aprimora.
    Allan Kardec anuncia, em O Livro dos Médiuns, item 299:

  •     Podendo manifestar-se espíritos de todas as categorias, resulta que suas comunicações trazem o cunho da ignorância ou do saber que lhes seja peculiar no momento, o da inferioridade, ou da superioridade moral que alcançaram.  

   
  Encontram-se presentes na literatura mediúnica três listas de comunicantes, propostas conforme as conversações mantidas por diversos doutrinadores:


TIPOS DE COMUNICANTES SEGUNDO HERMÍNIO MIRANDA

Em 1976, Hermínio Miranda, na segunda parte de seu livro ‘Diálogo com as Sombras’ relaciona os seguintes tipos de manifestantes:

   O obsessor, o perseguido, espíritos deformados, o dirigente das trevas, o planejador, os juristas, o executor, o religioso, o materialista, o intelectual, o vingador, magos e feiticeiros, magnetizadores e hipnotizadores, mulheres

TIPOS DE COMUNICANTES SEGUNDO SUELY CALDAS SCHUBERT

O livro 'Obsessão e Desobsessão', lançado por Suely Caldas Schubert em 1982, considera, em seu capítulo 40:
  
   Sofredores, espíritos que não conseguem falar, espíritos que desconhecem a própria situação, suicidas, alcoólatras e toxicômanos, dementados, amedrontados, os que desejam tomar o tempo da reunião, espíritos irônicos, espíritos desafiantes, espíritos descrentes, espíritos auxiliares de obsessores, espíritos mistificadores, inimigos do Espiritismo, espíritos galhofeiros e zombeteiros, Espíritos ligados à magia, espíritos vingativos

TIPOS DE COMUNICANTES SEGUNDO A FEDERAÇÃO ESPÍRITA BRASILEIRA
As sugestões contidas no material para grupos de estudo sobre Mediunidade da Federação Espírita Brasileira (Mediunidade volume 2):

Espíritos impuros, espíritos levianos, pseudo-sábios, espíritos neutros, espíritos batedores e perturbadores, espíritos recém-desencarnados, espíritos desencarnados na infância, espíritos que falam como índios, caboclos, pretos-velhos, espíritos que foram religiosos, espíritos ligados a práticas judiciais, espíritos perseguidores e obsessores endurecidos, espíritos com sexualidade em desequilíbrio, espíritos suicidas, espíritos obsessores por débitos, por sintonia de hábitos, por prazer de perseguir, espíritos que apresentam deformações espirituais por morte violenta, por doença crônica, por ovoidização ou por licantropia, espíritos perturbados, espíritos que viveram convictos de que nada existia além do mundo físico, espíritos que não aceitam a desencarnação, espíritos presos a ideoplastias, espíritos sofredores.

Devemos considerar também, as referências de ‘O Céu e o Inferno’, de Allan Kardec, na segunda parte, capítulos IV, V, VI e VII:
Sofredores, suicidas, criminosos arrependidos, espíritos endurecidos.


A essas listagens acrescentaríamos os espíritos que se apresentam presos, caídos em buracos, fixados a encarnações anteriores, moradores de rua, os que estão em hospitais da espiritualidade e vêm às reuniões para se fortalecerem, aqueles que revivem continuamente o momento da desencarnação, e os que permanecem junto aos familiares, os quais embora constituindo entre a categoria dos que não aceitam a desencarnação, guardam características específicas. 













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