terça-feira, 15 de dezembro de 2015

livro Desencanto

Análise 
autor: Fénelon
psicografia: Dario Sandri
Editora: Editora Aliança
1ª edição, ano 2009
280 páginas

  Romance mediúnico, trata de uma jovem italiana que lida com as dificuldades próprias da existência desconhecendo as possibilidades de vitórias auguradas para a encarnação.

Análise de trechos

1º trecho
 Prólogo do médium
  “Antes de começar este livro, caro leitor, há uma pergunta que você deve fazer a si mesmo com todas as forças de sua mente: a morte é o fim? (...) Uma pessoa minimamente honesta com sua alma notará que os indícios fornecidos pela natureza nos mostram a realidade de outras dimensões existenciais.” (pág. 7)

Comentário: O convite proposto pelo médium é de modo a oferecer interessante atratividade para aqueles que duvidam que a vida continua após a morte. Muitos de nós, em nossa incredulidade perante os fatos naturais da vida – e a morte é um deles -, precisamos que alguém nos desafia para revisões de nossas habituais concepções.

2º trecho
Programação reencarnatória
Dois personagens são avaliados para oportunidade de renascimento na Terra.
  “-Estudei o caso! Pólux e Vênus! Almas litigantes de séculos...
   Os nomeados olharam para Ângelus, que esboçou um sorriso tranquilo, nem condescendente, nem acusador.
   -Deus em sua infinita misericórdia, vos concede agora mais um estágio na carne. Não ignorais, vós, que esse período tem por finalidade a anulação do ódio irrefletido que por séculos vos levou a uma pugna incessante e sem razão de ser. Uma nova oportunidade vos será concedida, a título de redenção de erros recíprocos, acumulados por anos de mórbida insensatez.” (pág. 13)

Comparemos com a lista de pontos principais do Espiritismo, que nos traz o propósito da reencarnação:
  Os Espíritos não pertencem perpetuamente à mesma ordem. Todos progridem, passando por diferentes graus de hierarquia espiritual. Esse progresso ocorre pela encarnação, que é imposta a uns como expiação e a outros como missão. A vida material é uma prova que devem suportar por várias vezes, até que hajam alcançado a perfeição absoluta. É uma espécie de exame severo ou depurador, de onde eles saem mais ou menos purificados. (O Livro dos Espíritos, Allan Kardec, Introdução, item 6)

3º trecho
  A personagem Laura reflete a respeito de problemas graves pelos quais está passando. O autor espiritual descreve o processo de nossas conversações íntimas, quando podemos rechaçar ideias infelizes e apostar na presença permanente de Deus.

  “Ela voltou para a cama, sentando-se. Um lampião a querosene ardia, jogando o ambiente na penumbra. O efeito do ópio estava passando e a depressão chegava, em um assalto rápido. Laura foi até a janela. A nevasca continuava a cair. Deveria estar muito frio lá fora. Sem saber exatamente o porquê, ela pensou em Deus naquele instante. Exigiu que ele lhe desse uma chance de viver com dignidade. Piscou duas vezes, balançando a cabeça. Na certa Deus não existia. Era um mito. Se quisesse sobreviver teria de fazê-lo contanto apenas com suas próprias forças.”

  Diz-nos a doutrina espírita a respeito da presença de Deus:
  A providência é a solicitude de Deus para com as suas criaturas. Deus está por toda a parte e tudo vê, tudo preside, mesmo às menores coisas; é nisso que consiste a ação providencial. (A Gênese, Allan Kardec, A Providência, item 20)

Parâmetro verificador – apoiar as boas obras
"É preciso que se saiba que o Espiritismo sério se faz patrono, com alegria e apressuramento, de toda obra realizada com critério, qualquer que seja o país de onde provém. (Allan Kardec, Viagem Espírita em 1862. Instruções Particulares. VI.)




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