segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

livro A Grande Espera



autor: Eurípedes Barsanulfo
psicografia: Cora Novelino
Editora: Instituto de Difusão Espírita
5 edição, 1996
326 páginas

Livro histórico-mediúnico, trata do Cristianismo do Século I, esclarece o modo de interação ocorrido entre Jesus e os essênios.

Análise de trechos

1º trecho
  A médium Cora Novelino escreve a introdução denominada Palavras Nossas, informando como se deram as reuniões onde recebeu psicograficamente o livro.   Afirma ter encaminhado a conhecido escritor espírita para análise, antes de decidir-se por publicá-lo:
 - Entregamo-la à experiência do notável escritor e publicista espírita Wallace Leal Rodrigues, que assinalou o livro deveria ser divulgado como estava, sem modificações sofisticadoras, capazes de alterar-lhe a singeleza do estilo. (p. 10)

  Este cuidado da médium, é concordante com o que ensina Allan Kardec, conforme se pode ler no parâmetro contido em ‘O Que é o Espiritismo’:

Parâmetro verificadoravaliação do médium
Enquanto o médium imperfeito se orgulha dos nomes ilustres (..) o bom médium (...) deixa a questão ser julgada por terceiros desinteressados, sem que o seu amor-próprio tenha mais a sofrer com um julgamento desfavorável do que o ator que não é passível da censura infligida à peça da qual é intérprete.”(O que é o Espiritismo. IDE, item 87, pag. 114)


2º trecho
  Notícias históricas a respeito da seita dos Essênios.
 “O menino adorava as informações acerca dos companheiros de ideais do generoso ancião.
  Ficara sabendo que a seita era relativamente nova, havendo surgido depois de facções religiosas da Judeia – a dos saduceus e a dos fariseus – cujos princípios divergiam frontalmente da fúlgida seita de Lisandro.” (p. 66-67)

  O historiador romano Flávio Josefo afirma, a respeito dos essênios: “Existem, com efeito, entre os judeus, três escolas filosóficas: os adeptos da primeira são os fariseus; os da segunda, os saduceus; os da terceira, que apreciam justamente praticar uma vida venerável, são denominados essênios: são judeus pela raça, mas, além disso, estão unidos entre si por uma afeição mútua maior que a dos outros”.
  Plínio, o Velho, oferece, em seus escritos, a localização dos essênios: “Na parte ocidental do mar Morto os essênios se afastam das margens por toda a extensão em que estas são perigosas. Trata-se de um povo único em seu gênero e admirável no mundo inteiro, mais que qualquer outro.” (1)

3º trecho
Um grupo de Essênios  dirige-se para um novo povoado, para atender a tarefas urgentes. Durante a caminhada, dá-se o encontro com Jesus adolescente.
  “A estrela aproximava-se, em sentido contrário ao do Sol, prestes a desaparecer no horizonte.  Emoções remendamente dulcificadoras paralisaram-lhes os movimentos quando à proximidade de um terço de estádio revelou-lhes um adolescente de inenarrável beleza, circuncidado por fulgurâncias mais brilhantes que o Sol da hora sexta.
 Aparentava quatorze a dezesseis anos.
 - Nossos amigos esperam-nos. Sigamos! O Pai pede-nos o testemunho da paz legítima, no alívio aos corações enfermos...
  Ele achava-se ali não para os sons ruidosos das comemorações, mas para os júbilos do amparo na Dor!” (p. 188-189)

  Em Emmanuel encontramos:
Não podíamos ir ter com o Salvador, em sua posição sublime; todavia, o Mestre veio até nós, apagando temporariamente a sua auréola de luz, de maneira a beneficiar-nos sem traços de sensacionalismo. (Emmanuel, “Caminho, Verdade e Vida”, psicografia de Francisco Cândido Xavier, p. 15)

Não encontramos trechos que estivessem em desacordo com a doutrina espírita.


(1) http://cavaleirosdaluz18.com.br/trabalhos/O%20Povo%20Ess%C3%AAnio.pdf


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