sexta-feira, 15 de abril de 2016

Athanasius Kircher



   Athanasius Kircher (1601-1680)  foi padre, e escreveu o tratado “Da Arte  Magnética”, o primeiro de seus 44 livros.

   Com a Alemanha devastada pela guerra, transferiu-se para a Itália, e logo após a condenação de Galileu em Roma, Athanasius afirmou conhecer o segredo de decifração dos hieróglifos. Foi considerado como a pessoa de maior saber de sua época, por ter acumulado conhecimento variadíssimo. Escreveu sobre temas tão diferentes quanto a ótica, a música, as máquinas hidráulicas, a egiptologia e a cura pelo magnetismo animal. Foi também geógrafo, geólogo, historiador, inventor e compositor. Desentendeu-se com os alquímicos por afirmar que a transmutação alquímica dos metais em ouro era impossível.
   Não pôde furtar-se, entretanto, de demonstrar, em seus escritos, a forte influência do pensamento hermético do Renascimeno e do aristotelismo presentes na ordem jesuíta a que pertencia.
   Quando Roma foi atingida pela peste bubônica em 1656, Kircher passou dias a fio cuidando dos doentes. Tendo anteriormente observado microorganismos ao microscópio, Kircher criou a teoria dos germens das doenças, e a descreveu em livro.
   Ao lado de estudos filosóficos e da tradição egípcia, Kircher cultivou desde cedo estudos sobre o magnetismo, que ele concebeu como uma força de atração universal que está presente nos minerais, nos vegetais e nos animais. Em seus livros sobre o magnetismo: Arte Magnética (1631), Imã – a arte do Magnetismo (1641) e O Reino Natural do Magnetismo (1667), propõe o magnetismo como uma força universal que regula as relações de todos os tipos de vida. 
   Contribuição de Kircher: Athanasius Kircher determinou em seus tratados que o magnetismo do amor é uma lei cósmica de atração entre os seres vivos, e que tal atração é a fonte de ligações do amor entre os seres e que também é responsável pela cura de doenças pelo tratamento magnético.



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