quarta-feira, 27 de abril de 2016

Incorporação



   Assistimos ao debate de ideias em torno do termo ‘incorporação’, proclamando-se alguns
estudiosos espíritas para referir a impropriedade técnica da utilização dessa expressão para designar
   O primeiro escritor de que se tem notícia a utilizar no meio espírita a expressão  ‘incorporação’ proveniente do neoespiritualismo inglês foi Leon Denis. Em seu livro No Invisível, ele cita os relatórios Proceedings Psychical Research de Londres:
   “Semelhante ação ainda se manifesta nos fenômenos de incorporação, como os que foram assinalados pelo Doutor Hodgson, em seu estudo sobre a faculdade da Senhora Piper”. (p. 10)
    Citando agora o Congresso de Psicologia de Paris o ano de 1900, quando um dos presidentes honoríficos do conclave assim se pronunciou:
    “Afirmo que essa substituição de personalidade, ou incorporação de espírito, ou possessão, assinala verdadeiramente um progresso na evolução da raça humana”. (p. 11)
     Afirmando sua própria conceituação do fenômeno da incorporação, assim se pronuncia Leon Denis:
    “Em mais elevadas graduações, no estado de hipnose, a exteriorização se acentua até ao desprendimento completo. A alma, liberta de sua prisão carnal, paira nas alturas; seus modos de percepção, subitamente recobrados, lhe permitem abranger um vasto círculo e se transporta com a rapidez do pensamento. A essa ordem de fenômenos pertence o estado de transe, que torna possível a incorporação de Espíritos desencarnados ao envoltório do médium, deixado.livre, semelhante a um viajante que penetra em casa devoluta”. (p. 23)

    Buscaremos conhecer a opinião de outros autores espíritas, para melhor compreendermos as posições pró e a favor do uso da expressão ‘incorporação’.

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