domingo, 22 de julho de 2018

Paracelso



  

   Philippus Aureolus Theophrastus Bombast Von Hohenheim (1493-1541) foi médico, antropólogo, teólogo, sendo considerado em sua época como um grande mago.
   Para ele tudo é vivente; a vida, que existe nos metais como nas plantas, pode ser transmitida destes ao homem.
   Paracelso afirmou que o homem possui em si mesmo um fluido magnético e que sem essa energia ele não poderia existir. Tratava-se de uma espécie de fluido universal que produz todos os fenômenos que observamos. Os magnetizadores que viriam 300 anos mais tarde afirmariam a existência do fluido vital, com as mesmas funções do fluído magnético de Paracelso.
  Com base nestes conceitos afirmava que, como o homem emite e recebe vibrações, pode também emitir ou receber boas ou más vibrações. Acreditando ter descoberto outra função para os imãs, além da função de atrair metais, aplicou os magnetos e produziu curas de epiléticos e de pessoas sob efeito de outras doenças nervosas.
  Paracelso foi um dos principais precursores do estudo do magnetismo animal, ainda que se considere Mesmer, dois séculos depois, como o pai da teoria do magnetismo.
  Paracelso aplicou suas ideias à medicina afirmando que "o primeiro médico do homem é Deus", autor da saúde, já que "o corpo não é mais que a casa da alma".
   A palavra Magnetismo provém dele, que comparou a força emitida pelo homem à atração que o imã (magneto), exerce sobre o ferro. Depois de Paracelso, seus discípulos continuaram o trabalho do mestre, porém praticamente às escondidas, devido às perseguições dos religiosos e dos médicos.
  Contribuição de Paracelso: o reconhecimento da existência de um poder que flui e pode ser utilizado pelos homens: criou a palavra magnetismo e a conceituou, comparando a forma emitida pelo homem à atração que o imã exerce sobre o ferro.
 Podemos ainda relacioná-lo entre os antecedentes dos estudos sobre tiptologia ao denominar os ruídos pela expressão latina pulsatio mortuorum, - presságios de morte -, nos seus escritos "Almas dos Mortos". (1)

(1) The Selected Works of Andrew Lang, Library of Alexandria, p.l 808)

Nenhum comentário:

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...