sexta-feira, 15 de abril de 2016

Valentim Greatrakes



   Valentim Greatrakes (1628-1683) tornou-se curador ao obter a cura de um paciente com ‘mal do rei’, doença da pele também conhecida como escrófula. Valentim colocou a mão sobre a pele do doente e orou a Deus.
   Dedicou-se a tratar esse tipo de doentes em várias cidades durante três anos e sempre obteve a cura do ‘mal do rei’. Passou a tratar várias tipos de doenças. O representante da Igreja o chamou para uma investigação e tentou parar suas atividades porque Valentim não tinha licença para agir como médico. Foi neste momento que Valentim decidiu que a caridade e a compaixão não exigem licenciamento formal e nem da igreja, e continuou o seu trabalho, sendo auxiliado por duas pessoas a quem já tinha curado. Em 1666 sua fama estava espalhada e foi chamado a outra cidade para curar uma senhora que sofria de fortes dores de cabeça, mas a quem não conseguiu curar, apesar de permanecer no bairro por quatro semanas. Obteve, no entanto, a cura de 40 pessoas naquele local.
   Valentim aplicava o toque curador, acariciando seus pacientes sobre as partes atingidas do corpo. Os relatos de seus pacientes incluem afirmações de que antes de se sentirem curados, a cor passava para as extremidades do corpo. Valentim nunca cobrou por suas curas, e entendia ser ele um instrumento de Deus. Utilizava a oração como parte importante do tratamento. Muitos pacientes precisavam de um certo número de sessões até que a cura se completasse.
   Devido ao fato de Valentim não conseguir curar algumas pessoas, os críticos tentaram minar sua credibilidade e lançaram vários livretos contra ele. Valentim reagiu distribuindo seu próprio livreto, denominado “Um Breve Relato de Greatrakes Sr. Valentim”, no qual incluiu o testemunho de 55 pessoas curadas por ele.
   Valentim afastou-se das viagens para curar, e passou a atender somente quem o visitasse em sua propriedade rural.
   Contribuição de Valentim Greatreakes: demonstrou que o magnetismo animal é revigorado com o uso da oração e sentimentos verdadeiros de compaixão.

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