sexta-feira, 27 de maio de 2016

A vida corrige

   Texto de número 6, entre as 180 reflexões do livro Fonte Viva, de Emmanuel.

   O aproveitamento para o discernimento, dos textos de Emmanuel na série de livros da coleção de interpretação dos textos evangélicos, não prescinde de comparações pessoais das atitudes do leitor perante as ‘chamadas de atenção’ do autor espiritual. O texto de Emmanuel se dirige às possibilidades de melhoria moral do leitor, e por esse motivo, sempre encontraremos exortações à admissibilidade de nossos defeitos e aconselhamentos para depuração das inferioridades. Mas se relutamos, durante a leitura desses textos, em refletir corajosamente ensejando a própria renovação, não beberemos da essência dos conceitos interpretados pelo autor.

   Os textos de Emmanuel sempre serão belos e nobres, à apreciação dos leitores, mas somente alcançam características de eficiência e renovação, se, a cada agrupamento conceitual lido, fazemos verificação íntima daquilo que nos esteja sendo despertado, e decidimos permutar posicionamentos antigos.
   Eis o excerto evangélico que vem citado:

   E, na verdade, toda correção, no presente, não parece ser de gozo, senão de tristeza, mas, depois, produz um fruto pacífico de justiça nos exercitados por ela.- Paulo. (HEBREUS, 12:11).
  
   Emmanuel faz uso, primeiramente, de elementos da natureza para falar de  processos transformadores: a água da fonte dirige-se ao rio e ao mar, a árvore podada apresenta mais belos frutos, da terra revolvida brotam flores.

   Então, situa o ser humano no caminho evolucional:

   Qual ocorre na esfera simples da Natureza, acontece no reino complexo da alma. A corrigenda é sempre rude, desagradável, amargurosa; mas, naqueles que lhe aceitam a luz, resulta sempre em frutos abençoados de experiência, conhecimento, compreensão e justiça.

   Já estamos vendo aí, os chamamentos a que sempre recorre este autor. Conceitua a dificuldade do roteiro de renovação, mas não a lamenta. Em momento algum veremos Emmanuel insurgindo-se contra a aspereza das provas. Ele não discute o processo evolutivo. Ele apresenta o aspecto de aceitabilidade individual, de modo que o processo revele sua excelência, ou seja, Emmanuel valoriza a interação do ser com os roteiros de renovação que o processo impõe. Tanto melhor interação, maiores proveitos.
   Por isso mesmo, ele conclui:
  
O problema da felicidade pessoal, por isso mesmo, nunca será resolvido pela fuga ao processo reparador.
Conceito chave: olhar a dor e o obstáculo, o trabalho e a luta como oportunidades de aperfeiçoamento.






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