sexta-feira, 6 de maio de 2016

As obras fundamentais do Espiritismo



  
    O 'Catálogo Racional'  de Allan Kardec para se fundar uma biblioteca espírita veio a público em 1869. Nele, o codificador inclui as suas próprias obras com o sub-título 'obras fundamentais da doutrina espírita':

O Livro dos Espíritos
O Livro dos Médiuns
O Evangelho segundo o Espiritismo
O Céu e o Inferno
A Gênese
O Que é o Espiritismo
O Espiritismo na sua Expressão mais Simples
Resumo da Lei dos Fenômenos Espíritas
Caráter da Revelação Espírita, e
Viagem Espírita em 1862

   Sob o título de 'obras diversas sobre o Espiritismo', expõe que, nem todos, representam necessariamente o pensamento da doutrina espírita, tanto é que faz algumas ressalvas, como no caso do livro 'Os Quatro Evangelhos de Roustaing', onde anota:
   "A teoria formulada nesta obre sobre a natureza fluídica do corpo de Jesus, que não teria nascido e sofrido senão em aparência, é a mesma dos docetistas e dos apolinaristas dos primeiros séculos da Era Cristã. (Sobre essa teoria, vide A Gênese segundo o Espiritismo, capítulo XV, nº. 64 e 68.)"
   É também o caso do livro 'A Chave da Vida, de michel de Figagnères, a respeito do qual, emenda:
   "Estranho sistema de cosmogonia e teogonia universais, ditado ao Sr. Michel, em estado de êxtase. Esse livro, escrito no início das manifestações, coincide em certos pontos com a Doutrina Espírita, mas em sua maior parte está em contradição com os dados da ciência e o ensino geral dos Espíritos. (Vide A Gênese segundo o Espiritismo, cap. VIII, nº. de 4 a 7.)" 
   Há também um livro de autor de origem católica, que mereceu estar nesta lista - 'Dos Espíritos e suas Manifestações Fluídicas', de Mirville. Kardec anota: 
   "O Sr. De Mirville foi um dos primeiros a afirmar e a provar a existência dos Espíritos e de suas manifestações. Sua primeira obra, a das 'Manifestações Fluídicas', precedeu O Livro dos Espíritos e contribuiu poderosamente para a propagação da ideia, abrindo caminho à Doutrina que eclodiria mais tarde. É, pois, injustamente que certas pessoas consideram o autor como um antagonista. Ele se opôs à doutrina filosófica do Espiritismo, no sentido de que, conforme a opinião da Igreja Católica, via esse fenômeno como obra exclusiva do demônio. Salvo esta conclusão, suas obras, principalmente a primeira, são ricas em fatos espontâneos muito instrutivos, apoiados em provas autênticas. 
   



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