quinta-feira, 26 de abril de 2018

O mesmo sentimento

   Fonte Viva é o livro de Emmanuel, psicografado pelo médium Francisco Cândido Xavier,  que contém 180 reflexões acerca da Boa Nova de Jesus de Nazaré.

   Quando em busca de consolação, talvez o leitor necessite conciliar em si mesmo, durante a leitura, a convicção de que necessita de renovação espiritual, para depois alcançar o alívio esperado. O autor espiritual escreve dirigindo-se à nossa consciência, e somente com a atitude de reconhecimento da nossa necessidade pessoal de reformular conceitos e entendimentos perante a vida, poderão os textos do livro Fonte Viva nos serem úteis.
   De certa forma trata-se de um livro escrito para iniciados. E iniciados sabem que de quando em quando, caem e precisam exercitar a reflexão libertadora para levantarem-se outra vez.
   Nesse sentido, todos somos iniciados. Todos sabemos que já estivemos bem, que já demos risada das dificuldades vencidas, e que já soubemos como sair de enrascadas iguais ou piores do que aquela que estejamos vivenciando presentemente.
   O segundo texto emanuelino no livro Fonte Viva é intitulado ‘Modo de Fazer’. Colheremos aqui, apenas algumas frases que nos possibilitem compreender como os textos de Emmanuel são apresentados á nossa reflexão:
Todos fazem alguma coisa na vida humana, mas raros não voltam à carne para desfazer quanto fizeram.
Ainda mesmo a criatura ociosa, que passou o tempo entre a inutilidade e a preguiça, é constrangida a tornar à luta, a fim de desintegrar a rede de inércia que teceu ao redor de si mesma.

   E aqui estamos nós, avaliando se temos sido inúteis e preguiçosos. Emmanuel sempre se dirige diretamente às nossas fraquezas. E sempre será mandatório que façamos uma aceitação de que temos imperfeições, e de que as nossas limitações precisam antes de tudo serem aceitas para que situemos outra vez a paz no íntimo.
   Os textos do autor espiritual Emmanuel têm esse condão – tocar a ferida de nossas incongruências, e oferecer, imediatamente em seguida, a receita da renovação.
   Mas se estivermos procurando ser consolados sem nos renovarmos, leremos Emmanuel e não beberemos na fonte límpida do Evangelho:

Não te esqueças de agir para a felicidade comum, na linha infinita dos teus dias e das tuas horas. Todavia, para que a ilusão te não imponha o fel do desencanto ou da soledade, ajuda a todos, indistintamente, conservando, acima de tudo, a glória de ser útil, de modo que haja em nós o mesmo sentimento que vive em Jesus-Cristo.

     Observe o leitor amigo, que Emmanuel sabe que nós podemos tropeçar, apesar de que estejamos agindo para a felicidade de todos. E a receita que ele nos oferece para que, quando estejamos servindo e sendo úteis, não nos desencantemos perante as dificuldades próprias da vida é: viver em glória – um sentimento permanentemente vivenciado por Jesus.

   Aí está - Emmanuel apresentou-nos novidade: estabelecer o sentimento de glória é atitude deliberada da alma. É uma resolução admissível no mundo interior.

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