quarta-feira, 8 de junho de 2016

Hermínio escreve sobre a vidência

   Vamos aprender com Hermínio Corrêa de Miranda, a abordar o tema da vidência, e da clarividência, apoiando-nos em parte, nas considerações dispostas no livro 'Diversidade dos Carismas - Teoria e Prática da Mediunidade'.
   Como espírita cônscio de verificar primordialmente, na fonte dos princípios fundamentais da doutrina espírita, Hermínio nos enseja a visitarmos ‘O Livro dos Médiuns’, de Allan Kardec, capítulo 14, item 5, Os médiuns videntes.

   Allan Kardec é um observador e um classificador em horário integral, o que significa que todos os seus textos permanentemente reúnem resultados de observações de fatos e assertivas de organização e distribuição conceitual do objeto e dos fenômenos observados. Para ensejar nosso melhor entendimento das estruturas conceituais contidas no texto kardequiano, vamos ponteá-lo com numeração que facilite nossa apreciação:


Os médiuns videntes são dotados da faculdade de ver os Espíritos(1). Para alguns, essa faculdade se manifesta no estado normal, quando estão perfeitamente acordados, e conservam uma lembrança exata do que viram; outros possuem essa faculdade apenas em estado sonambúlico ou próximo do sonambulismo(2). Essa faculdade é raramente permanente; quase sempre é o efeito de uma crise momentânea e passageira(3).
Pode-se colocar na categoria dos médiuns videntes todas as pessoas dotadas de dupla vista(4). A possibilidade de ver os Espíritos em sonho resulta, sem dúvida, de um tipo de mediunidade, mas não constitui, propriamente falando, o que se chama de médium vidente. Explicamos esse fenômeno no capítulo 6, “Manifestações visuais”.
O médium vidente acredita ver com os olhos, como os que são dotados de dupla vista; mas, na realidade, é a alma que vê, e essa é a razão pela qual ele vê tão bem com os olhos fechados quanto com os olhos abertos; de onde se segue que um cego pode ver os Espíritos como qualquer um que possui a vista perfeita. Haveria, sobre este último ponto, um estudo interessante a fazer, para saber se essa faculdade é mais frequente nos cegos. Espíritos que foram cegos nos disseram que, durante sua vida, tinham, pela alma, a percepção de certos objetos e que não estavam mergulhados na escuridão.


   Agora vamos agora apreciar os conceitos que numeramos:
(1)   Esta definição simples é o ponto de partida do objeto de estudo.
(2)   Quando a faculdade de vidência se manifesta? Para alguns médiuns ela ocorre em estado normal, ou seja, sem desdobramento – é a vidência em estado lúcido ou estado normal. Aqueles que a têm no estado sonambúlico são os médiuns videntes sob efeito de desdobramento.

(3)   O médium, segundo apontamentos de Allan Kardec, não vê espíritos o tempo todo, mas apenas momentaneamente.

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