quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Novos casos nas reuniões mediúnicas

Todos temos a necessidade de considerar novos fatos espíritas em nossas reuniões mediúnicas.
Um exemplo bastante nítido pode ser observado na experiência de Allan Kardec. O Codificador afirma ter, até determinada época, total desconhecimento a respeito da existência de um certo tipo de comunicante.

Passa-se no mundo dos Espíritos um fato muito singular, de que seguramente ninguém houvera suspeitado: o de haver Espíritos que se não consideram mortos. Pois bem, os Espíritos superiores, que conhecem perfeitamente esse fato, não vieram dizer antecipadamente: Há Espíritos que julgam viver ainda a vida terrestre, que conservam seus gostos, costumes e instintos.
   “Os Espíritos superiores provocaram a manifestação de Espíritos desta categoria para que os observássemos. Tendo-se visto Espíritos incertos quanto ao seu estado, ou afirmando ainda serem deste mundo, julgando-se aplicados às suas ocupações ordinárias, deduziu-se a regra. A multiplicidade de fatos análogos demonstrou que o caso não era excepcional, que constituía uma das fases da vida espírita; pôde-se então estudar todas as variedades e as causas de tão singular ilusão, reconhecer que tal situação é sobretudo própria de Espíritos pouco adiantados moralmente e peculiar a certos gêneros de morte; que é temporária, podendo, todavia, durar semanas, meses e anos. Foi assim que a teoria nasceu da observação.  O mesmo se deu com relação a todos os outros princípios da doutrina.” (Allan Kardec, A Gênese, cap. I, item 15)

Conforme pudemos verificar, Allan Kardec propugna que os espíritos superiores nos trazem novos casos para nossa experimentação nas reuniões mediúnicas, mas deixam a pesquisa e conclusões por nossa parte.


Posteriormente, Allan Kardec iria registrar o ensinamento a respeito daquela nova categoria de espíritos, como se pode ler no livro O Céu e o Inferno:

Um fenômeno mui frequente entre os Espíritos de certa inferioridade moral é o acreditarem-se ainda vivos, podendo esta ilusão prolongar-se por muitos anos, durante os quais eles experimentarão todas as necessidades, todos os tormentos e perplexidades da vida. (Allan Kardec, Código penal da vida futura)

   Todos os grupos mediúnicos são visitados, a cada semana, por manifestações que se repetem com frequência e por outros fenômenos inusitados os quais, no dizer de Allan Kardec devemos “colhê-los de passagem”, uma vez que “os fenômenos espíritas diferem essencialmente das ciências exatas e não se produzem à vontade”. (O que é o Espiritismo). Desenvolver o hábito de fazer anotações dos diálogos concorrerá não somente para ampliar o conhecimento a respeito da atividade mediúnica mas também para auxiliar no  aprimoramento da abordagem da problemática das imperfeições e o modo de ensinar triunfo sobre elas. 

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