terça-feira, 21 de março de 2017

O esclarecimento

A doutrinação é a argumentação esclarecedora.

  Esclarecer, em reunião de desobsessão, é clarear o raciocínio (...) por meio de uma lógica clara, concisa, com base na Doutrina Espírita e, sobretudo, permeada de amor. (´Doutrinação´, Roque Jacinto, 2ª edição, Edições Culturesp Ltda, pág 27)

   A recepção é a primeira parte da doutrinação, onde buscamos “obter informações que possam dar uma ideia da necessidade central do espírito”. (Américo Sucena, Falando com os Espíritos)

   O esclarecimento é o segundo momento do diálogo, onde o doutrinador buscará aconselhar para favorecer o discernimento do irmão visitante.

Por meio de sábios conselhos, é possível induzi-los ao arrependimento e apressar-lhes o progresso.  (Allan Kardec, O Livro dos Médiuns, cap. 23, item 254, questão 5ª)

                  Variai vossa linguagem conforme a dos Espíritos que se comunicam em vossos grupos, mas que a seriedade e a benevolência jamais sejam excluídas. (Revista Espírita, Allan Kardec, maio de 1865)
  
   Há diálogos nos quais a fase de esclarecimento comporta um momento de atendimento ambulatorial, correspondendo a sanear, quanto possível, as mazelas do corpo perispiritual apresentadas pelo comunicante. Outras situações dispensam o uso dos recursos de atendimento ambulatorial, como podemos verificar a seguir.
   Alguns espíritos compreendem e aceitam rapidamente o que lhes dizemos. Outros, porém, precisam estar certos do teor amoroso de nossos esclarecimentos, e, em não se sentindo julgados, acedem aos nossos conselhos.
   É lúcida a explicação do Ministro Clarêncio, no livro de André Luiz, ‘Entre a Terra e o Céu’, ao afirmar que “nem sempre doutrinar será transformar”, sendo necessário sublimar o sentimento afim de estarmos “à altura de redimir corações”.
   Precisamos ter em mente, que o aprendizado é permanente para os doutrinadores experientes. Durante o transcorrer das conversações com os espíritos necessitados, os dialogadores enfrentam continuamente as próprias limitações, observando a necessidade de, em momento posterior à reunião, dedicarem-se ao estudo pessoal mais aprofundado daqueles setores de conhecimento doutrinário que se tenham mostrado insuficientes para estabelecer a reflexão libertadora dos irmãos comunicantes. A busca pelo aprimoramento das argumentações é compromisso de todo instante, e somente o estudo sistemático poderá facultar ao doutrinador os meios de socorrer cada vez melhor.  

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