segunda-feira, 29 de maio de 2017

A oração no lar


  Em uma pequena cidade de um dos estados da federação brasileira, uma mulher de origem simples dirigiu-se ao centro espírita, solicitando auxílio para parar de usar drogas químicas. Indicada a receber orientações através do procedimento de conversação assistida conhecido por Atendimento Fraterno foi-lhe aconselhado orar regularmente em sua casa, receber passes dispersivos no centro espírita acrescentados de água magnetizada e assistir a exposições doutrinárias públicas.
Encontrava-se agendado para o mês seguinte o início de seu tratamento médico especializado em clínica de auxílio a dependentes químicos em cidade distante, o que implicaria em deixá-la afastada dos filhos pequenos e do marido por um período de 10 meses.
Os recursos administrados no centro espírita e a prática de orações diárias no lar surtiram efeito positivo e, em algumas semanas, deu-se a cessação do mau hábito do uso das drogas química, o que a dispensou da internação.
Favoravelmente impressionada com os valores de auxílio alcançados, assumiu a oração no lar como um dever diário, e durante seis meses manteve-se frequentando a sessão de exposição doutrinária e auferindo os auxílios da fluidoterapia de imposição de mãos, conquanto tenha sido dispensada de receber os passes dispersivos e a administração de água magnetizada.
Desejosa agora, de combater o tabagismo percebeu, contudo, que de algum modo intensificava-se-lhe a vontade de fumar. Resolveu dispor uma garrafa com água limpa durante seus momentos de orações diárias, pedindo a Deus depositasse na linfa pura, o fortificante de ânimo que lhe faltava para vencer o segundo vício. 
Alguns dias à frente, reconheceu que uma estranha forma de alívio lhe sobreveio: os vapores da nicotina ingerida passaram a lhe trazer sensações desagradáveis e enjoo, o que lhe permitiu afastar-se um pouco dos cigarros. Deu-se conta, também, de melhoras do próprio humor, e, acentuando-se-lhe o gosto pela vida, passou a dirigir cuidados mais afetuosos aos familiares nas ações cotidianas.
Novos exames médicos mostraram-lhe o inevitável dano causado aos alvéolos pulmonares devido à admissão da nicotina por muitos anos - ela desenvolvera enfisema.
Como sói ocorrer às almas que vêem em si despertado o poder da fé, os bons hábitos vinham-lhe aumentando as forças interiores. Encarou com serenidade a obrigatoriedade de submeter-se ao tratamento dos pulmões, e após realizar outra bateria de exames clínicos, aguardou resoluta as especificações médicas que lhe indicariam o início do tratamento contra a doença degenerativa. Manteve em suas atividades diárias o momento sublime de interação com as esferas superiores, sempre no mesmo horário, cultivando o contato de sua alma com o Criador.
Antecedendo ao aguardado informe das especificações de tratamento, foi-lhe requisitada nova radiografia do tórax, em atendimento a imprevista solicitação médica. De posse dos resultados, surpreenderam-se os técnicos de saúde: "isto é milagre, senhora, não há mais qualquer sinal de enfisema nos seus pulmões, e a senhora não fez ainda nenhum tratamento!" 
Nós, espíritas sabemos que, a expressão 'ajuda-te, que o céu te ajudará' está no cerne desta cura.
  "Deus aceita todas as preces, quando sinceras". (Allan Kardec, O Evangelho segundo o Espiritismo).

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