terça-feira, 28 de novembro de 2017

Engajar e progredir

   A distribuição de conteúdo não pode ser o único meio de divulgação da Doutrina Espírita. Há uma ação de engajamento que pode contribuir ainda mais.
Aécio Pereira Chagas
   A leitura e o pronunciamento de opinião pessoal não constituem, sozinhos, todos os processos de formação do conhecimento. Informar cumpre uma tarefa, opinar salienta o início de um envolvimento, cujos resultados dependem de ações outras, concomitantes.
  Allan Kardec afirmou que "o Espiritismo é uma ciência de observação e não produto da imaginação" (A Gênese, cap. 1, item 14). 
   Allan Kardec, em O Evangelho segundo o Espiritismo consignou: 
   "Na posição em que nos encontramos, a receber comunicações de perto de 1.000 centros espíritas  sérios, disseminados pelos mais diversos pontos da Terra, achamo-nos em condições de observar sobre que princípio se estabelece a concordância. Essa observação é que nos tem guiado até hoje e é a que nos guiará em novos campos que o Espiritismo terá de explorar".
   A respeito da necessária análise de fatos novos no Espiritismo, Kardec afirma que
   "A instrução espírita não abrange apenas o ensinamento moral que os Espíritos dão, mas também o estudo dos fatos. Incumbe-lhe a teoria de todos os fenômenos, a pesquisa das causas, a comprovação do que é possível e do que não o é; em suma, a observação de tudo o que possa contribuir para o avanço da ciência." (O Livro dos Médiuns, cap. 19, item 328)
   Somam-se a centenas de milhares o número de tarefeiros da atividade do passe e não são dezenas de milhares as reuniões mediúnicas semanais, para citar-se apenas duas das atividades mais comuns às instituições espíritas. Por qual motivo razoável, dezenas de milhares de centros espíritas em todo o mundo não coletam grandes números de dados brutos que poderiam ser submetidos a tratamento estatístico, procurando por ordens e padrões de modo a obter indícios conclusivos da eficácia do passe, da ação dos médiuns passistas, da catalogação de todos os tipos de comunicantes e do aprimoramento dos diálogos de atendimento das reuniões mediúnicas - pesquisa esta que poderia estender-se às áreas do atendimento fraterno, do serviço assistencial, dos estudos sérios, das exposições doutrinárias e de tantas outras rotinas desenvolvidas nos demais setores da atividade espírita?
   Conforme anuncia Aécio Pereira Chagas, no livro Introdução à Ciência Espírita, "o laboratório da ciência espírita é o centro espírita".
   Não se somam a centenas de milhares o número de tarefeiros da atividade do passe e não são dezenas de milhares as reuniões mediúnicas semanais, para citar-se apenas duas das atividades mais comuns às instituições espíritas? 
   Com o advento da rede mundial de computadores, tornou-se ainda mais simples agremiarem-se os centros espíritas para a realização da tarefa de zelar por ações de progressividade da Doutrina Espírita.
 




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