segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Espíritos batedores

  Todos temos acesso às narrativas das conversações mantidas com o espírito batedor de Hydesville,
Casa dos Fox em Hydesville
ocorridas na moradia da Família Fox, no vilarejo de Hydesville, Estados Unidos, em 1848. (1)
  Anteriores ocorrências de tiptologia mereceram registro na historicidade das manifestações espirituais, mas somente com a Família Fox as pancadas produzidas por um espírito tornaram-se um modo de comunicação de visitantes invisíveis.
  Também são conhecidos os distúrbios ocorridos na casa da 
Joseph Barron
Família Barron, em 1834. Ruídos na porta principal denunciavam a presença de alguém tentando entrar na casa, mas não havia ninguém lá.  Joseph Barron chamou os vizinhos para pernoitarem auxiliando-o a entender o que estava acontecendo. Percebeu-se uma conexão entre os barulhos estranhos e a presença de uma jovem de 14 anos, criada da casa. Onde quer que ela estivesse, lá ocorriam os distúrbios sonoros, alguns de grandes proporções, semelhando-se a explosões ouvidas por vizinhos a cem metros de distância. Não há, contudo, relato de que alguém tivesse conseguido manter comunicação com o autor dos insólitos ruídos. (2)
  Em 1830, o médico Justinus Kerner documentou, na Alemanha, a combustão espontânea nas mãos, o movimento de objetos à distância e contínuo estado de sonambulismo de sua paciente Frederica Hauffe - a vidente de Prevorst. Os relatos de Justinus Kerner nessa ocasião mostram que ele não obteve conversações com os espíritos por meio dos ruídos. (3)
 
Outro importante caso antecedente das ocorrências com a Família Fox, pode ser encontrada na Inglaterra, relatada pelo criador do Metodismo, John Wesley, mencionando os distúrbios estranhos e levitações ocorridos em 1716 com sua família em Epworth. Não existem relatos de que Wesley tenha mantido conversações com os espíritos perturbadores que se manifestavam por meio de ruídos. (4)
  Em Hydesville, a mãe das meninas Fox obteve respostas para suas
perguntas, ao convencionar que o espírito batedor produzisse dois ruídos para dizer sim, e nenhum ruído para responder não. Após uma hora de perguntas e respostas por meio das pancadas, ela chamou os vizinhos para conhecerem a novidade: era possível conversar com o manifestante invisível. Quatro centenas de pessoas visitaram sua casa em dois dias, jornais e livros publicaram a ocorrência, lançando-se a base dos movimentos organizados do Espiritualismo e do Espiritismo.

Fontes:
(1) A report of the Mysterious Noises heard in the house of Mr. John D. Fox, in Hydesville,, Ebenezer E. Lewis, Power Press of Shepard & Reed, Canandaigua, 1848
(3) A Vidente de Prévorst, Justinus Kerner, 1830, tradução de Carlos Imbassahy
(2) Jornal Ontario Repository, 26/11/1834
(4) Arminian Magazine, John Wesley, 1784





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