segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

Datiloscopia e reencarnação

   O processo de obtenção e análise de impressões digitais é uma ciência denominada Datiloscopia.
Foram encontradas duas pessoas com impressões digitais idênticas, algo inédito no desenvolvimento dessa ciência. Os relatos estão descritos na Gazeta do Recife, datada de 27 de maio de 1935, replicada no jornal Mundo Espírita em 17 de junho daquele ano.
   João Apolinário dos Santos, técnico de datiloscopia do estado de Pernambuco (Brasil), apaixonado pela profissão, coletava impressões digitais com o fito de relacionar estudos sobre hereditariedade. Ao colher as impressões digitais da família de Manoel do Nascimento, Apolinário detalhou o arco, as presilhas interna e externa e o verticilo, e os variações de ângulos apresentados pelas quatro características básicas, em relação a padrões de outras famílias. 
   Sua surpresa foi constatar que o menino José Odon do Nascimento, tinha impressões digitais idênticas às de Pedro Guedes de Oliveira, falecido dez anos antes.
   Outro técnico de datiloscopia, Estanislau Pereira de Souza, foi chamado pelo jornal Gazeta do Recife para analisar as  duas fichas datiloscópicas e deu o seguinte parecer:
"Não há dúvidas. Estou diante de um fato inédito. Há anos que examino fichas, na crença de que uma igualdade jamais seria verificada. São perfeitamente iguais os dois desenhos, apesar da diferença dos tamanhos. Ambos caracterizam por um verticilo espiraloide, com os mesmos dedos, que também se distanciam por igual número de linhas papilares. Aliás, segundo a ciência, doze pontos bastariam para se atestar a igualdade de duas impressões. No entanto, no caso vertente, todos os pontos são perfeitamente iguais."
     

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