sábado, 10 de fevereiro de 2018

O que temos feito do Espiritismo

  O Espiritismo que temos feito, está distante do que o Espiritismo pode ser. Lembremos aqui a
frase de Léon Denis (1846-1927): "O Espiritismo será o que os homens dele fizerem". É na expectativa de que os espíritas encarnados enverguem a condução da progressividade da doutrina, que se firma a esperança de melhores realizações.
   O modelo de centro espírita baseado em palestra e imposição de mãos não proporciona aos corações e mentes acercarem-se com profundidade da programática libertadora anunciada pela reforma íntima. Precisaríamos criar condições para o aprimoramento do esclarecimento ensejado nos grupos de estudo, ampliando a troca de impressões de primeira leitura suscitadas entre os neófitos e opiniões pessoais requisitadas aos experientes, ausentes todos de uma metodologia de catalogação para o aprimoramento dessas mesmas impressões e experiências que venha a contribuir com efetividade no aprimoramento das relações individuais da mente com a consciência e das atividades coletivas na casa espírita.
   Enquanto os centros espíritas não se reconhecerem a si mesmos como unidades fundamentais da progressividade da doutrina, estaremos atuando de forma muito resumida para a construção permanente do conhecimento espírita.
   Exemplifiquemos com outra referência ao mestre Léon Denis, no tocante à possibilidade de melhoramento da eficácia da atividade de imposição de mãos que se segue às exposições doutrinárias:
   "A vontade de aliviar e curar comunica ao fluido magnético propriedades curativas. O remédio para os nossos males está em nós. Um homem bom e sadio pode atuar sobre os seres débeis e enfermiços, regenerá-los por meio de sopro, pela imposição de mãos e mesmo mediante objetos impregnados da sua energia. Opera-se mais frequentemente por meio de gestos, denominados passes, rápidos ou lentos, longitudinais ou transversais, conforme o efeito, calmante ou excitante, que se quer produzir nos doentes" (livro 'No Invisível').
   Alguns hospitais espíritas nos quais a cura utiliza as propriedades do fluido magnético, são, entre as duas dezenas milhares de instituições espíritas, os únicos estabelecimentos que atrevem-se a dar consecução a este aspecto do Cristianismo Redivivo, que indica pregar e curar, conforme assinalam as anotações evangélicas de Mateus em seu capítulo 10, 7-8: 
     "E, à medida que seguirdes, pregai esta mensagem: O Reino dos Céus está a vosso alcance! Curai enfermos, purificai leprosos, ressuscitai mortos, expulsai espíritos inferiores. Graciosamente recebestes, graciosamente dai."


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