sexta-feira, 25 de maio de 2018

Visitando as essências da doutrina espírita (2)

   Os tentames da oração precisam revestir-se de determinadas condições mínimas para o alcance de
seus nobres objetivos. Desde a recomposição do ânimo na oração matinal que nos propicia valorização das possibilidades de cada dia, à intercessão de auxílio por um necessitado, ou aos valores energéticos que nos beneficiam a saúde do corpo, a oração não prescinde de uma preparação.
   O ato de orar nem sempre é compreendido em sua própria execução, donde a menor eficácia dos resultados obtidos. Há procedimentos ajustáveis ao modo de orar que merecem nossa atenção. É no livro 'O Evangelho segundo o Espiritismo' que encontramos a alusão a que vimos de nos referir: "Quase todos vós orais, mas quão poucos são os que sabem orar!" (1) 
   Precisamos, antes de tudo, forrar o íntimo na atitude da humildade perante o Criador, de modo a encetarmos o ato da oração com a dignidade requerida para o sublime contato. É o autor espiritual Emmanuel que nos afirma, em seu livro 'Justiça Divina': "É por isso que Jesus, em nos ensinando a orar, revelou Deus como sendo o amor de todo amor, afirmando, simples: 'Pai nosso, que estás nos céus...' (2) 
   O espírita francês Leon Denis (1846-1927) menciona o estado necessário da prece como refúgio dos aflitos: "extravamento íntimo da alma para Deus". (3)     

Fontes
(1) O Evangelho segundo o Espiritismo, Maneira de orar, item 22, capítulo XXVII Pedi e obtereis
(2) Justiça Divina, Emmanuel, psicografia de Francisco Cândido Xavier, Pai
(3) Depois da Morte, Leon Denis, A Prece

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