sábado, 28 de dezembro de 2019

A progressividade da doutrina espírita I

   Em vária ocasiões Allan Kardec afirma pela necessidade da doutrina espírita tornar-se objeto de processos progressivos. 
   Entendendo que o pensamento de Leon Denis permanece vivo quando afirma que "o Espiritismo será o que os homens dele fizerem" (Leon Denis, No Invisível), algumas questões devem ser propostas quando buscamos analisar o que temos feito do Espiritismo.
    Allan Kardec afirma que "o Espiritismo é uma ciência de observação e não produto da imaginação."(Allan Kardec, A Gênese, cap. 1, item 14). Certamente precisamos iniciar a coleta de  dados dos fatos vivenciados nas rotinas de atividade espírita e procedermos à observação, comparação e análise conforme preconiza Allan Kardec em Obras Póstumas, de modo a remontar dos efeitos às causas e deduzir-lhes as consequências e suas aplicações úteis.  
        




sexta-feira, 27 de dezembro de 2019

A desconhecida reforma íntima

   Um dos temas recorrentes da agenda de divulgação dos
postulados do Espiritismo, é aquele que diz respeito à emergência da reforma interior.
   "É bom que se previna: o essencial no modelo espírita é a renovação mental". (Mario Lange de S.Thiago, Revista Harmonia, 2011)
   Os expositores têm sido incansáveis em interpretar, da tribuna espírita, as palavras de Allan Kardec: "Se, efetivamente, seguindo o conselho de Santo Agostinho, interrogássemos mais amiúde a nossa consciência, veríamos quantas vezes falimos sem que o suspeitemos, unicamente por não perscrutarmos a natureza e o móvel dos nossos atos." (comentário de Allan Kardec à questão 9119-A de O Livro dos Espíritos)
   No entanto, se indagarmos os palestrantes, os frequentadores assíduos das exposições doutrinárias, e os demais trabalhadores espíritas a respeito da aplicabilidade da prática sugerida, verificaremos que a apreciação desses preceitos permanece apenas na esfera teórica, sendo raros os companheiros que arregimentam esforços para a experimentação permanente da introspecção metodizada.
   Teremos optado pela preguiça ao nos impedirmos de conversarmos conscientemente com a própria consciência?

domingo, 4 de agosto de 2019

Os primeiros grupos de estudo do Espiritismo


     Em 1862, Allan Kardec empreendeu viagens de visita a grupos espíritas no interior da França. Seu livro 'Viagem Espírita em 1862 é um relato dessa jornada. 
   "Há algum tempo constituíram-se alguns grupos, de especial caráter, e cuja multiplicação entusiasticamente desejamos encorajar. São os denominados grupos de estudo. Neles ocupam-se pouco ou quase nada das manifestações. Toda a atenção se volta para a leitura e explicação de “O Livro dos Espíritos”, de “O Livro dos Médiuns” e artigos da “Revista Espírita”. Algumas pessoas devotadas reúnem com esse objetivo um certo número de ouvintes, suprindo para eles as dificuldades da leitura ou do estudo isolado. Aplaudimos de todo o coração essa iniciativa que, esperamos, terá imitadores e não poderá, em se desenvolvendo, deixar de produzir os melhores resultados."



sábado, 20 de julho de 2019

Quem criou a palavra médium

Conheça a aula 01 do Curso de Educação da Mediunidade

A aula 01 do Curso de Educação da Mediunidade mostrou que o termo médium não foi criado
por Allan Kardec, mas sim tratou-se de uma nova acepção para a palavra inglesa medium, a partir do ano 1851.
As referências listadas a seguir mostram que a origem dessa palavra na doutrina espírita ainda é desconhecida.

O livro “Mediunidade, Caminho para ser Feliz”, de Suely Caldas Schubert afirma, em sua Introdução:
Voltemos ao termo "médium". É importante saber que esta palavra significa aquilo que está no meio". Allan Kardec propôs esta terminologia, inclusive, as palavras "Espiritismo", "espírita" etc., para designar coisas novas trazidas pelos Espíritos Superiores à Humanidade.

Em sua dissertação de Mestrado, Marcelo Gulão Pimentel:
O fundador do Espiritismo também teria sido um dos principais propagadores da palavra médium na Europa em seu sentido particular de intermediários entre vivos e mortos. Embora não se saiba ao certo a origem do termo médium, parece ter surgido nos Estados Unidos por volta de 1948 para designar a faculdade de Kate e Maggie Fox, irmãs que alegavam se comunicar com espíritos pelo intermédio de batidas. (fonte: O Método de Allan Kardec para investigação dos Fenômenos Mediúnicos, Marcelo Gulão Pimentel, Dissertação de Mestrado apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Saúde para obtenção do título de Mestre em Saúde Brasileira, Núcleo de Pesquisas em Espiritualidade e Saúde, Juiz de Fora, Minas Gerais, 2014  pag. 4)

Conceito de médium e mediunidade, site somostodosum.com.br
O termo médium foi criado por Allan Kardec, o codificador do Espiritismo, em 1861, quando publicou a primeira edição de O Livro dos Médiuns. A palavra vem do latim e significa intermediário ou intérprete, mas Kardec a adotou para designar “toda pessoa que sente a influência dos espíritos, em qualquer grau de intensidade.”

Conceito de médium e mediunidade, site introducaodoutrinaespirita.blogspot.com
A palavra médium é uma expressão latina que significa "meio" ou "intermediário". Allan Kardec apropriou-se dessa expressão para designar as pessoas que são portadoras da faculdade mediúnica.

Princípios do Espiritismo


 A identificação dos princípios do Espiritismo é essencial em uma doutrina, porque além de a nortearem, dão base a todas as considerações nas áreas de investigação que encontram-se como objeto do interesse espírita, incluída aí a mediunidade.
 Apresentamos a seguir diferentes listas dos princípios do Espiritismo presentes em um livro e em alguns sites, as quais nos permitem confirmar a ausência de consenso sobre este tão importante tema.

O livro ‘O Que Ensina o Espiritismo’, de Gerson Simões Monteiro afirma, em sua Introdução:
   “O livro que você vai ler aborda os princípios do Espiritismo, ou Doutrina Espírita, segundo Allan Kardec na obra A Gênese, que são:
1. A existência de Deus
2. A imortalidade da alma
3. A evolução do Espírito através da reencarnação; e
4. A comunicação com os Espíritos desencarnados.
   Além desses princípios básicos ou fundamentais, focalizamos alguns outros complementares, tais como mundos habitados, lei de ação e reação, influência dos Espíritos na nossa vida, expiação e provas, além de outros. (O Que Ensina o Espiritismo, Gerson Simões Monteiro, Mauad Editora Ltda, 2007)

Princípios Básicos da Doutrina Espírita, site espirito.org.br
perispírito, livre arbítrio, causa e efeito, pluralidade dos mundos habitados, a vida no mundo espiritual, ação dos espíritos sobre os fenômenos da natureza, influência dos espíritos em nossa vida

Princípios Básicos da Doutrina Espírita, site correioespirita.org.br
existência de Deus, imortalidade da alma, pluralidade das existências, pluralidade dos mundos habitados, comunicabilidade dos espíritos

Princípios Básicos da Doutrina Espírita, site radioboanova.com.br
existência da alma, imortalidade da alma, pluralidade das existências, pluralidade dos mundos habitados, comunicação dos espíritos, médiuns

Princípios Básicos da Doutrina Espírita, site cebatuira.org.br
existência de Deus, imortalidade do Espírito, pluralidade das existências, comunicabilidade entre encarnados e desencarnados, pluralidade dos mundos habitados

Princípios Básicos da Doutrina Espírita, site sbee.org.br
Deus, Jesus e a moral cristã, livre-arbítrio, mediunidade, reencarnação

Princípios Básicos da Doutrina Espírita, site estudoespiritismokardec.blogspot.com
Deus, Jesus, espírito, perispírito, evolução, livre-arbítrio, causa e efeito, reencarnação, pluralidade dos mundos habitados, imortalidade da alma, vida futura, plano espiritual, mediunidade, plano espiritual, mediunidade, influência dos espíritos em nossa vida, ação dos espíritos na natureza

Princípios Básicos da Doutrina Espírita, site sej.org.br
http://www.sej.org.br/principios-basicos/ visitado em 20/07/2019 às 14;40           
existência de Deus, imortalidade da alma, pluralidade das existências ou reencarnação, comunicabilidade dos espíritos ou mediunidade, pluralidade dos mundos habitados

Princípios Básicos da Doutrina Espírita, site cvdee.org.br
existência de Deus, existência e sobrevivência do espírito, reencarnação, pluralidade dos mundos habitados, comunicabilidade dos espíritos

Princípios Básicos da Doutrina Espírita, site redeamigoespirita.com.br
Deus, imortalidade do espírito, comunicabilidade com o plano material, reencarnação, pluralidade dos mundos habitados


quinta-feira, 18 de julho de 2019

Os quakers

O jovem inglês George Fox, com a Bíblia embaixo do braço, procura o conselho dos padres da Igreja Anglicana mas
não encontra esclarecimento para a sua audição espiritual: uma voz lhe fala para afastar-se da vaidade, evitar o uso do álcool e outros excessos dos jovens e adultos. Esse fenômeno, surgido após longas reflexões e orações silenciosas, foi interpretado por George Fox como uma manifestação de Deus através da luz interior de cada pessoa. Reunindo seus amigos, estabelece uma nova igreja - a Sociedade Religiosa dos Amigos. Seus integrantes não se alistavam para o exército, não utilizavam armas de nenhum tipo e viviam com sobriedade. Grandes contingentes de quakers participaram da colonização dos Estados Unidos colaborando através de suas características de tolerância para a pacificação com índios e o fim da escravidão naquele país. Há quakers nos Estados Unidos (225.000), no Kenia (100.000) e na Inglaterra (25.000). As reuniões repetem o procedimento descoberto por seu fundador, permanecendo todos orando em silêncio durante uma hora, resultando em paz interior generalizada, e eventualmente na fala de um dos integrantes sob inspiração. Ao final, os participantes cumprimentam-se apertando as mãos e são informadas ações de causas sociais, funcionando como convite opcional para os participantes.

quarta-feira, 17 de julho de 2019

Introdução ao estudo das manifestações espirituais coletivas


As manifestações espirituais ocorreram em todas as fases da história da humanidade. Há, contudo,
ocorrências que envolveram grande número de pessoas e que resultam num encadeamento propiciador ou apoiador do surgimento de novas manifestações nos séculos sucessivos. O século XVII assiste ao aparecimento do primeiro contingente religioso com grande ascendência mediúnica – os Quakers. A França, no início do século XVIII, é surpreendida com as revelações dos fanáticos Camisards ou profetas franceses, amplo grupo de religiosos que profetizava a chegada de novos tempos para a humanidade. A aproximação desses dois grupos permitirá, ainda no século XVIII, a criação da comunidade dos Shakers. Transferidos para os Estados Unidos, os quakers e shakers levam consigo a tradição do contato com os espíritos nas reuniões comunais. O século XIX, nos Estados Unidos, repleto de vivenciações mediúnicas no seio de comunidades religiosas dos Milenaristas, dos Rappites, dos Oneida, e do Mormonismo todos pertencentes ao Revivalismo, será o berço do Moderno Espiritualismo, que se inicia com as manifestações públicas na casa da Família Fox em abril de 1848 e se estende rapidamente por inúmeras famílias em diferentes cidades, alcançando permanência até os dias de hoje em alguns países de língua inglesa como Estados Unidos, Inglaterra e Austrália. Dos ruídos e pancadas nas paredes e nos móveis, novos modos de comunicação desenvolvem-se nas mesas girantes e na escrita mediúnica pelas mãos dos médiuns. Tais fenômenos passam a ocorrer em vários países, tendo como resultado na França, o surgimento de uma doutrina – o Espiritismo, em abril de 1857, sendo em breve adotado em alguns países europeus como Espanha e Itália, e também em alguns países das Américas Central e do Sul como Cuba, Brasil, Argentina e Uruguai, tendo a partir de meados do século XX começado a fixar núcleos em vários outros países como Estados Unidos, Holanda, Inglaterra e Singapura por iniciativa de espíritas brasileiros que foram morar no exterior.




terça-feira, 6 de março de 2018

Rosto de Jesus em 3D


 A imagem à esquerda foi produzida por especialistas em computação gráfica no ano de 2010.
 A imagem à direita é uma pintura feita por Akiane Kramarik, alguns anos antes que os especialistas recompusessem a imagem da face retratada no Santo Sudário, que muitos acreditam ser o rosto de Jesus Cristo. O Sudário de Turim é uma peça de linho que mostra a imagem de um homem que pode ter sofrido traumatismos físicos semelhantes ao que sofre um crucificado. Guardado na Catedral de  Turim, na Itália, raramente é exibido ao público.   Os artistas gráficos tiveram acesso ao Santo Sudário, uma peça de linho que muitos cristãos acreditam ter sido usada para cobrir o corpo de Jesus após a crucificação. Sua autenticidade é debatida há anos por cientistas. O tecido traz uma imagem fantasmagórica do corpo de um homem que foi crucificado.
    O artista de computação gráfica Ray Downing, que participou do projeto, é o mesmo que recriou em 3D o rosto do ex-presidente americano Abraham Lincoln, usando mais de cem fotos.
  De acordo com Downing e com John Jackson, físico da universidade americana do Colorado que estuda o Santo Sudário desde 1978, a relíquia é singular, pois ela contém dados em três dimensões sobre o corpo da pessoa que foi enterrada.
   Isso acontece porque o Santo Sudário foi enrolado em todo o corpo, em vez de apenas cobrir a face.
   "A presença de dados em três dimensões é bastante inesperada e também é única", diz Downing. "É como se a imagem contivesse um manual de instruções sobre como se construir uma escultura."
   O Santo Sudário, que pertence ao Vaticano, fica guardado na Cappella della Sacra Sindone do Palácio Real de Turim, na Itália.


Akiane Kramarik é uma artista norte-americana, nascida em 9 de julho de 1994. Começou a desenhar aos quatro anos de idade e pintar aos seis.
   Os pais de Akiane são ateus, mas ela pinta inspirada em visões que obtém dos céus. A inspiração para sua arte vem de suas visões, sonhos, observações das pessoas, da natureza e de Deus, sempre com o objetivo de inspirar outras pessoas a seguirem o dom dado por Deus.
   Seu método de pintura favorito é o acrílico para as figuras inteiras, e o óleo para retratos grandes. Akiane levanta todos os dias às 4 da manhã para iniciar suas pinturas. Cada um de seus trabalhos lhe exige centenas de horas. Ela conclui de 8 a 20 trabalhos por ano. 

  
Fonte:

http;//www.bbb.com/portuguese/ciencia/2010/04/100401_rosto_jesus_dg.sthml 
 visitado em 15/02/2016

A idade das jovens irrnãs Fox

   A questão envolvendo as idades das jovens Kate e Maggie, por ocasião dos fenômenos ocorridos
entre os dias 31 de março e 04 de abril de 1848 pode ser facilmente resolvida quando voltamos nossa atenção ao livro lançado no mês de maio daquele ano, intitulado 'Ruídos Misteriosos na Casa de John Fox'. Seu autor, Ebenezer E. Lewis, advogado e reporter, aprestou-se a viajar assim que as notícias chegaram à cidade de Canandaigua. A primeira pessoa que entrevistou em Hydesville foi a Sra Margaret Fox, no dia 11 de abril, o que nos leva a entender porque Ebenezer não se tornou uma das testemunhas do fenômeno: chegara muito tarde, e o espírito batedor somente se pronunciaria novamente semanas mais tarde, na casa de David Fox, quando Ebenezer já tinha se dirigido a Rochester para contratar uma editora.
    O depoimento de Margaret Fox é taxativo a respeito da idade das filhas:
"A minha filha mais nova de 12 anos resolveu fazer vários barulhos com as mãos. No mesmo instante em que ela fazia um som, ora com os dedos, ora com as mãos, acontecia uma repetição do ruído no quarto. Era sempre a mesma batida, só que agora repetia o mesmo número de sons que ela fazia. Quando ela parou de fazer esses sons, o ruído também silenciou. Minha outra filha de 15 anos resolveu experimentar de brincadeira, e batendo palmas disse: agora faça como eu faço - conte um, dois, três, quatro!  Os sons que ela produziu foram repetidos pelos ruídos e tínhamos certeza que ele estava respondendo para ela, pois repetia todas as palmas que ela batia."
    No entanto, livros sobre o Espiritualismo e o Espiritismo posteriores a 1848 mencionarão números diferentes. Ocorre que o livro de Ebenezer, tendo sido editado apenas uma única vez e com pequena tiragem, tornou-se praticamente inacessível à maioria dos pesquisadores e historiadores.

   No link abaixo, você encontra o livro 'A Família Fox e o Espiritismo'.

https://play.google.com/store/books/details/Osvaldo_Camargo_Br%C3%A4scher_A_Fam%C3%ADlia_Fox_e_o_Espirit?id=X5dPDwAAQBAJ

A progressividade da doutrina espírita I

   Em vária ocasiões Allan Kardec afirma pela necessidade da doutrina espírita tornar-se objeto de processos progressivos.     Entendend...